Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








domingo, 9 de outubro de 2011

VÁRIAS PRIMAVERAS


Ela foi chegando e eu nem percebi
Achei que estava distante e não a vi
Ela se aproximou, me alertou, me tocou
Tentou me avisar mas de nada adiantou
Ela estava lá, porém não parecia estar
Eu voei nas asas do meu pensamento, na coragem da minha juventude
Na beleza da minha palidez, da minha força
Não percebi seu reflexo que podia ser visto atrás de mim
Eu caminhava em direção aos tais objetivos e aos meus sonhos
Por mérito muitas vezes me achei distante e me fiz inocente
No entanto ela chegou devagarinho, corria! Mas corria devagar em passos sutis
Aproximou-se, apresentou-se
Eu não a quis aceitar. Foi inevitável
Ela me tocou e me fez vesti-la
E hoje ela está em mim
O seu nome é velhice, foi ela mesma, que por teimosia me disse.

 

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