Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








quinta-feira, 6 de outubro de 2011

F[A]TO




O Fato pagou o pato pelo ato
O ato reclamou de tal fato
O fato disse ser incorreto este ato

Discutiram, divergiram, discordaram
Reclamaram, refizeram, reataram
Propuseram, perguntaram, publicaram

Passou-se, portanto, meio sol de entendimento
Diante do ato o fato de estranhamento
No discurso dessa culpa, houve até o desalento

Sol inteiro se prostrou, o ato interrogou:
É de fato o culpado? Responda-me, por favor
Se há culpa eu não sei. Com licença meu senhor

E o fato sem demora pôs-se logo a sair
Esperto como ele devera saber o que há de vir
O ato reclamou, o fato quis sorrir

E o pato que foi pago ao ato pelo fato?
Esse teve sorte
Soube ele ser sensato.

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