Aquele que nos enviou nos dotou da capacidade de amar
E como instrumento deste dom deu-nos os familiaresAmizades, almas similares, vontade de sonhar
Feliz o homem que reconhece a grandeza de ser pequeno
E em seus atos mais nobres, atitudes que elevam o espírito e fortalece o peito erguido
Passamos a maior parte de nosso tão acelerado tempo nos preocupando em milhares de desatentos
Amores vis, dores passageiras, atitudes certeiras
Não foi o inverno que trouxe o verão
Nem foi cessada a virtude de perceber a inspiração
São os pilares da construção servil em um céu azul anil,
A massa, o povão e o civil
Dinheiro tantas vezes em primeiro, foges do bolso que parece furado
Dívidas, contas e contratos em prestações como cavalo-alado
E o duro salário o sonho vai suprimindo
O pai vê o garoto sorrindo, lhe pedindo um novo brinquedo
Mas sentes a dor estampada no peito
- Quem sabe próximo mês! - grita a crença do pobre camponês
É tanta buzina de carro, é tanto paletó de empresário
Semáforos e reuniões. E agora onde estão as emoções?
Estampados na figurinha de icekiss? Ou no serenata que a namorada quis?
Não é justo patrão, não existe compra e venda do pobre coração.
Gentilezas de piedade já não importam não
A fé é a gasolina do carro cristão
A gente nessa tribuna, muitas vezes em posição de réu, detendo a esperança, chave do céu
E quem nos cuida, a fuga o guardião, protetor incansável
Segredos fúteis eu não quero guardar, tesouro da vida eu aprendo a buscar
Já não importa se é noite ou dia
Caminhe sempre com alegria
Mesmo que pela cidade dos solitários, em seus atos primários
A verdade é que permanecemos encaixados nessa teia de confusão
Movidos pelo Instinto de sobrevivência, a sonhada evolução
Conclusão da Reunião


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