Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








domingo, 9 de outubro de 2011

O SEGUNDO


Aposto que você não saberia dizer quanto tempo dura o segundo
Não falo do tempo cronológico, nem do ponteiro do relógio, nem daquilo que se conta
Falo do segundo palpitante, do ciclo de emoção
O segundo que faltou para encontrar a pessoa amada
O segundo que foi perdido ou ganho da sorte
O segundo que acabou, que livrou da morte
O segundo que se fez importante, viajante itinerante
Para este há mérito, há valor, há qualidade
É segundo de tempestade, de infidelidade
Para este segundo quem contará as histórias perdidas, rastejadas ou vividas?
Não encontrei quem o conte, quem o junte, o remonte
Não existe parentesco ao seu derradeiro. Pois este segundo, somente neste segundo, fez mais importante do que o primeiro.

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