Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TREM SEM DESTINO


Ainda tenho guardado em mim sonhos ambiciosos e virtudes decifráveis
Por muito tempo quis encontrar o momento certo de mostrar o meu melhor
Talvez esse momento ainda não tenha chegado
Descobri que o tempo é um trem sem destino, com diversas estações
Ou a gente permanece nele e segue sem saber aonde vai
Ou aventura-se em saltar em movimento
Eu optei por esperar a próxima estação
E saltar em alguma esperança de solo firme
Não sou tão invencível que permanecesse sem destino
Nem tão forte para saltar no caminho sem nada
Sou apenas um homem de fé, e fé no que virar

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