Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








quarta-feira, 5 de outubro de 2011

INDIFERENÇA





O mundo está em silêncio
Calo-me para tentar percebê-lo
O grito sonoro se esconde
Invade-me um deserto por inteiro

Entre minúsculas frechas tento entendê-lo
Olhar e me encontrar no seu esconderijo
Sussurros trêmulos ao pé do ouvido
Escutando a própria voz de tudo o que digo

Escureceu e ainda assim permaneces intacto
Como perseguisse algo que foges de ser-lo
Invejado por desejo e impacto
Descobriu no declínio a intensidade de seu peso

A luz da razão nos quer iluminar
Em vão nosso olhar tenta encadear
Não se trata do óbvio que a tolo norteia
Mas é sentimento que vislumbra, que valseia.

 

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