Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








terça-feira, 25 de setembro de 2012

VARANDA




Vivo numa perfeita solidão
E por assim ser, vivo na espera do amanhã
Mas o amanhã não chega, a solidão não vai
Existe uma profunda dor ao olhar o brilho das estrelas
sem ter outro par de mãos para juntos apontarmos
Compartilhando o uivo dos ventos ao bater janelas abertas
e o levantar de folhas secas caídas ao chão
...
Sendo como um ser proposto pela vontade maior do universo
permanecerei assim até que o amanhã resolva tornar-se hoje
e o hoje, seja então, nada mais que a lembrança de um ontem.
 
 

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