Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PALCO ILUMINADO



Caminho por vias transversais e contra olhares tortos
Faz parte do meu espetáculo receber saudosos aplausos,
enquanto deixo cair inevitáveis lágrimas
Na coxia, atrás do esplendor do palco, me escuto, me sufoco, me visito do alto
Antes do abrir de cortinas, sou prisioneiro de mim mesmo
E sigo me fantasiando de um outro, que por hora, também o sou
Ao encerrar de cortinas, e o apagar do último luzeiro, levo a fúria do silêncio implacável, e saio do cenário como qualquer outro espectador.

 

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