Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

GOLES DE VOCÊ


A amplitude de um pensamento voraz derrete os meus desejos mortos
Invade sem qualquer licença os olhos redis e tortos
Vontade ardente e descontrolada de tocar-te agora
De romper à física e congelar nossas horas
Desequilibrei-me na lonjura desse infinito instante
Roubarei do destino todo o tempo restante
Vou te atrair de propósito em minha armadilha amorosa
Pois você é minha vítima e sei onde você mora
...


Desistido da perspicácia da falha
Encarei o que sobrou como algo que o valha
Tomei mais dois copos amargos de arrependimento
Suficiente para distorcer todo e qualquer desalento
Em poucos instantes surgiram risadas altas e provocantes
Acordaram os invejosos suspiros amantes
Depois disso invadiu-nos o sono
E permanecemos, ainda com muito esforço, tudo o quanto somos.


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