Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








domingo, 13 de novembro de 2011

NA PRÓXIMA VEZ


Rancorosas palavras um dia irei te falar
As que juntei com gosto para em ti soltar
Aquilo que ficou preso e impossível de explodir
Explodirá por dentro até que solte então
Com deboche, ironia e rancor ruim, mas
NA PRÓXIMA VEZ VÁ ENGANAR O CÃO

Trocávamos acusações e você era sempre réu
Para mim todo inferno, pra você todo o céu
Minha alma se isolava, se espremia, tinha sede
Eu sempre culpado de tudo, pagava o pato
Encurralando-me contra toda a parede, mas
NA PRÓXIMA VEZ EU CUSPO NO SEU PRATO

Passava a noite fora e não dizia onde estava
Desligava o celular, e nem uma satisfação dava
Abandonou-me perdido em uma ilha
No fim diz que se arrepende e faz tudo acontecer
Fala que está tudo a mil maravilhas, mas
NA PRÓXIMA VEZ EU TRAIO VOCÊ

Você se comportava como a força da relação
A parte evoluída, o mentor do coração
Subestimava-me como alguém sempre incapaz
Duvidava da minha ousadia, e me fazia um grande furo
Porque você se achava demais, mas
NA PRÓXIMA VEZ EU PICHO SEU MURO

Criou um teor de dependência que gritava na minha parte
Pintou com desdenho o “eu” obra de arte
Embora possua esperteza, não acredito ser tão ágil
Para se iludir facilmente com minha sensatez
Porque eu sei o tanto que você me acha frágil, mas
NA PRÓXIMA VEZ NÃO HAVERÁ PRÓXIMA VEZ

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