Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








domingo, 13 de novembro de 2011

ESTAÇÃO BRASIL


Senhora gigante da própria natureza
És o infinito do paraíso apresentado em nossas calçadas
Entre sorrisos, amantes de vida e beleza
Salve e salvem a terra adorada
Mulatos, morenos, alvos. Todos juntos encontrados
Para viver a esperança de nação
Na raça de trabalhadores esforçados
Em suas ferramentas de oração
Olhai a mata verde impecável
E as doces águas purificadas
A fonte de riqueza inesgotável
A busca da almejada liberdade
Em riachos de águas límpidas de sonhos
Da fuga concreta da raça misturada
Inchada na mão, preparando a terra
Coragem desnuda de cicatrizes travadas
Em tentativa de acerto, foges e erra
Sai do seu cantinho em busca de vitórias desejadas
Corremos nossos campos e penetramos o orvalho
Colhemos os frutos das ancestrais plantas brotadas
Importantes raízes que sustentam os nossos galhos
Faz-nos viver o que somos, e a árvore jamais será cortada
Invadidos de interesses e tomados pela ganância
Sustentamos fragilmente a nossa ingenuidade
Sofridos desde a época de infância
Mas mantemo-nos com toda a identidade
Sutilmente repararam que expandimos até aqui
Suscitou comentários que devera assistir
Até onde o vento vai, e de onde pode vir
Que tamanha capacidade do nosso povo ainda sorrir
Natural da américa indianizada
Esses homens surgiram então
Obrigados a ajoelhar-se para a santa rezada
Joelhos dobrados, mão atadas, excelsa oração
Nossa bandeira, o estandarte do multicor e colorir
Representa muito bem a vasta diversidade
Aberta à expressão, ao direito de ir e vir
Desperta em nosso povo sensação de liberdade
A viagem é repartida, para amantes de coração
Paremos então nessa nossa estação primeiro
E desfrutamos essa pura sensação
Virtude única de ser humano, brasileiro

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