Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

VIM-TE E SIM COR- 25


Vir e bagunçar seu ingênuo colorir.
Mecher as aquarelas, espalhar as cores de si.
Balançar tua estrutura, desfazer a cara dura.
Quem diria, né pobre moço? Que haveria tanta carne em singelo osso!
E que por entre a tua penumbra, irradiaria luz sob a tumba.
Vir e revir.
Expelir cheiro de pele rosada e extrair perfume em flor esmagada.
Parar nas estações de seus cabelos, deixando perder-se no excitar de seus pêlos.
Assim, o que vens a ter? Dor relutante de doer!
Vim-te e sinto!
E digo meias verdades, e às vezes minto.
Embriago no branco, me banho no tinto.
Que turva imagem tua que repinto.
Que saudoso vinte e cinco!


Um comentário:

  1. Toni, prazer adentrar os signos de ti. A construção de sentidos, palavras, frases e discursos. Abs.

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