Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








domingo, 6 de outubro de 2013

TRANSEUNTE DE SI


Talvez a procura esteja equivocada. Os bares, esquinas e avenidas, te percebem passar tantas vezes, mas nunca simultânea a mim. Não é tão legal ver a garrafa suar, enquanto, frenéticamente, encho e esvazio o copo, sozinho. Os papéis improvisados, riscados à caneta emprestada, materializam formas febris de pensamento - ou pelo menos o tenta fazer. Que lindo tolo sois! Digo-me no exausto de minha paciência. Embriaga-me bem mais a ausência do corpo sólido do que a imersão do escape líquido. Veneração do que se espera e profanação do que de real se tem. Os passos em si, são mais largos do que em outr'alguém, e mais profundos, diria. Sorria! O espelho agora te devora, e as poucas moedas no bolso, antes de partir, anunciam a tua volta. Contudo, sem antes esquecer, que mais levas do que deixas.


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