Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








segunda-feira, 18 de junho de 2012

COMPOR ESIA


Eu desejei compor melodias silenciosamente,
como se meu pensamento, por um segundo, fosse transportado.
Saindo do meu corpo para esse mundo externo,
que as vezes desconheço, mas que a música transforma.
Quando escutei notas distantes e cifras rasgadas,
acompanhadas de uma voz tão frágil, mas afinada,
escutei com atenção e vivi a magia daquele instante.
Aquela música invadiu inteiramente e me tomou.
Sem perceber fui peça integrante, e ela me provocou:
 - Quer cantar comigo esta minha última canção?
Ousei em aceitar, sem movimentos, sem ação.
Os próximos três minutos seriam surpreendentes.
E foram! Tanto que não sairam da minha mente.
Não cantamos aquela melodia, pelo contrário, ela nos cantou
E ao fim, a voz que era frágil, ganhou força e falou:
Antes de pensar, sinta primeiro!
Eis o compositor!

Nenhum comentário:

Postar um comentário