Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








segunda-feira, 14 de maio de 2012

PARANÓIA


Não quero mais ver você, para que não veja minha dependência
Para que não perceba meu deslize e sinta minha carência
Ser vulnerável também cansa sabia?
Não quero que veja minhas lágrimas, para que digas: sorria!
Por telefone é tão mais fácil, tão mais mágico
Pessoalmente, desconcerta, distrái. É quase trágico
Por isso não vou mais te encontrar. Fica combinado tá?
Não, não to fazendo drama - Sabia que você ia me dizer isso
Faz o seguinte: tenta ler um livro de poesia amor.
Já sei: Rimbaud!
Depois prepara um bom prato e bebe um bom vinho
Sai de casa um pouco, e foge desse ninho
Apenas sugestões pra você me esquecer
Mas voce quer mesmo é vir aqui, aparecer
Então vem amor, tô te esperando
Mas não fala nada, finge apenas que tá passando
E como quem não quer nada, vem me visitar
E se a porta estiver aberta, é porque pode entrar.

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