Finjo para mim fortalezas inexistentes
E acabo acreditando no que minto
De tanto dito e insistente
Adormeço a dor do que sinto
Cego para inexatos clarões
Entre velas e poesias declamadas
Repetindo sempre as mesmas canções
Consolo à alma desamada
Cálices servidos, mesa intocada
Suspiros de muita ansiedade
Aguardo a notícia de sua chegada
No entanto chega apenas a saudade
A decepção bate sempre em minha porta
E o que desejo parece distante
O destino me contraria em sua rota
E me enfrenta a todo instante
Voltando ao cálice, um eu bebi, o outro derramei
As velas, o vento apagou
Do sonho finalmente acordei
E vivi o resto que sobrou


Nenhum comentário:
Postar um comentário