Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ESPERA


Finjo para mim fortalezas inexistentes
E acabo acreditando no que minto
De tanto dito e insistente
Adormeço a dor do que sinto
Cego para inexatos clarões
Entre velas e poesias declamadas
Repetindo sempre as mesmas canções
Consolo à alma desamada
Cálices servidos, mesa intocada
Suspiros de muita ansiedade
Aguardo a notícia de sua chegada
No entanto chega apenas a saudade
A decepção bate sempre em minha porta
E o que desejo parece distante
O destino me contraria em sua rota
E me enfrenta a todo instante
Voltando ao cálice, um eu bebi, o outro derramei
As velas, o vento apagou
Do sonho finalmente acordei
E vivi o resto que sobrou

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