Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








quarta-feira, 14 de setembro de 2011

INTROSPECTO

Minha inquietação não me torna frágil
Minhas descobertas não me fazem dono
Meu sentimento pode ser palpável
Minha realidade é um paralelo ao sonho

Vivo de fatos idealizados
Não que eu os faça assim
As idéias são pensamentos encontrados
E eu as procuro em mim

Posso está em busca do que jamais encontrarei
Esperando pessoas que talvez não conheça
Mas gosto desta saga e do que procurei
Acreditando que um dia tudo aconteça

Não tenho a séria pretensão de ser compreendido
Nem que seja escutada a minha voz gritante
Tenho ego profundo e o mantenho submetido
Deixando a modesta às claras e distante

Já me disseram uma vez para não correr certos riscos
Que muitas das minhas atitudes eram loucura
Mas ousar é algo de que muito preciso
Romper meus próprios limites me é apresentável como cura

Esses vícios pessoais concretizam um caráter expressivo
Em regresso ao período enigmático do medo
Identificando no espelho em meus reflexos expansivos
Saindo-me destas teias do insistente pesadelo

É incessante esse contato de prodígio intelectual
Como fuga feroz de uma louca nostalgia
Em convívio com o mundo e sua presença astral
Recebo de bom grado a herança, a sabedoria.

 

Um comentário:

  1. O que vemos de cada um e o que vemos de nós mesmos é uma confusão... Gostei da ''introspecção''...
    Um abraço.

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