Vir e bagunçar seu ingênuo colorir.
Mecher as aquarelas, espalhar as cores de si.
Balançar tua estrutura, desfazer a cara dura.
Quem diria, né pobre moço? Que haveria tanta carne em singelo osso!
E que por entre a tua penumbra, irradiaria luz sob a tumba.
Vir e revir.
Expelir cheiro de pele rosada e extrair perfume em flor esmagada.
Parar nas estações de seus cabelos, deixando perder-se no excitar de seus pêlos.
Assim, o que vens a ter? Dor relutante de doer!
Vim-te e sinto!
E digo meias verdades, e às vezes minto.
Embriago no branco, me banho no tinto.
Que turva imagem tua que repinto.
Que saudoso vinte e cinco!






