Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








quinta-feira, 21 de junho de 2012

MANTO


Se o medo quer te fazer recuar
Diga pra ele tomar cuidado
Pois os seus sonhos não são bobagens
E nada que ele fizer, irá te derrubar
O homem de valor não baixa a cabeça
Enfrenta a dor de peito aberto
E tem fé que tudo vai da certo
Nunca se confunde com miragens
Sabe onde deve pisar
Guarda seu tesouro no coração
Não se embriaga de vaidades
Carrega no semblante a nobreza
Luta a cada novo amanhecer
E pela honra se faz reconhecer
Respeita seus antepassados
Busca a história de suas raízes
Então encontra sua verdade
E torna leve seus fardos
Esse é o homem honrado
Que leva ao mundo seu canto
E faz do amor seu manto.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

COMPOR ESIA


Eu desejei compor melodias silenciosamente,
como se meu pensamento, por um segundo, fosse transportado.
Saindo do meu corpo para esse mundo externo,
que as vezes desconheço, mas que a música transforma.
Quando escutei notas distantes e cifras rasgadas,
acompanhadas de uma voz tão frágil, mas afinada,
escutei com atenção e vivi a magia daquele instante.
Aquela música invadiu inteiramente e me tomou.
Sem perceber fui peça integrante, e ela me provocou:
 - Quer cantar comigo esta minha última canção?
Ousei em aceitar, sem movimentos, sem ação.
Os próximos três minutos seriam surpreendentes.
E foram! Tanto que não sairam da minha mente.
Não cantamos aquela melodia, pelo contrário, ela nos cantou
E ao fim, a voz que era frágil, ganhou força e falou:
Antes de pensar, sinta primeiro!
Eis o compositor!