Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








terça-feira, 13 de março de 2012

HOMEM DESABAFANDO


Ah Mulher!
Se você soubesse o que meu coração demandas para ti
Não te irritarias por tão pouco assim
Faria dos nossos dias memoráveis
Ao invés de dores lamentáveis
Respiraríamos devagarzinho para a ninguém acordar
E olharíamos para o céu, te daria o luar
Mas quantas vezes fazes as mesmas perguntas?
E de repetição, a relação inundas?
Cavalgamos para o já conhecido fim
E te distancias, no lugar de estar junto a mim
Se você soubesse que dizer sempre "eu te amo" não é amar
Não falarias a mim, que só sei te enganar
Eu sei que você é linda, e mesmo que não fosse
Te desejaria, todavia, pois você é doce
É mulher de verdade, é honrada e gentil
Mas as vezes exageras, e enxerga em um, mil
Mulher, meu trabalho dá trabalho
Tenho que escolher uma carta do baralho
E todas outras vem logo me cobrar
E medindo forças tento o equilíbrio controlar
Não és mercadoria, disso eu sei muito bem
Não te troco, não te vendo, nem empresto a ninguém
Confia mais em mim, para que o mesmo possa fazer
Se dividires tuas dores, a cura vou te prover
Não me queiras como troféu, e o mesmo também não faço
Sou humano, tenho limites. Nunca fui feito de aço
Nem sempre te levo para todos os lugares que vou
Isso não te faz menos meu amor
Existem horas que preciso sozinho estar
Ou com amigos em uma mesa de bar
Outras horas quero estar contigo sozinho
Gozando de afeto, paixão e carinho
Talvez um dia aprendas a me desvendar
É tão fácil e simples, basta apenas você tentar
E quando chegares a ler meus extintos, sem lundum
Seremos dois, seremos um, e jamais serei nenhum.

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