Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

SER FELIZ PELA FELICIDADE

Venha hoje ser feliz
Vamos ser feliz agora
Felicidade como sempre quis
Sem se preocupar com a hora

Vamos ser feliz por ser assim
Felicidade sem data marcada
Dia feliz pra você e pra mim
Feliz risada extrapolada

Cuide de ser feliz também
Que ela cuidará de você
Sorria sem ver a quem
E a felicidade vai te ver

Faça o dia de alguém ser alegre
Alegre em todos os dias
Para ser feliz, não espere
E se puder, sorria! Sorriso não fere

A felicidade é de amigos o entorno
De segundo feliz a eternidade
A alegria é sempre o retorno
De ser feliz na simplicidade

Sem se preocupar com a hora
Felicidade como sempre quis
Vamos ser feliz agora
Venha hoje ser feliz

Feliz risada extrapolada
Dia feliz pra você e pra mim
Felicidade sem data marcada
Vamos ser feliz por ser assim

E a felicidade vai te ver
Sorria sem ver a quem
Que ela cuidará de você
Cuide de ser feliz também

E se puder, sorria! Sorriso não fere
Para ser feliz, não espere
Alegre em todos os dias
Faça o dia de alguém ser alegre

De ser feliz na simplicidade
A alegria é sempre o retorno
De segundo feliz a eternidade
A felicidade é de amigos o entorno

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

NÃO


Não adianta cobrar aquilo que não se sabe
Muito menos pisar onde não se tocam os calcanhares
Falar por falar, alimentar o desespero
Nem correr com muita pressa para alívio do desejo
Não adianta devolver ao dono o coração pisado
Querendo consertar o mal feito executado
Dar-se o perdão por auto clamor de piedade
Nem querer ser o dono da verdade
Não somos centros de atenção de uma existência
Para querermos ser perfeitos em excelência
Vivendo tão somente o sumo de nossa essência
Nem deixar de exercitar o dom da paciência
Não adianta culpar os traumas da infância
Como autores de toda a sua ânsia
Dizer toda hora que isso tudo cansa
Nem dar crédito a intolerância
O não pelo não, não é aceitável
O sim pelo sim pode ser o responsável
Mas o não é o inverso do desejável
E o sim, é aceitação do provável.






ESPERA


Finjo para mim fortalezas inexistentes
E acabo acreditando no que minto
De tanto dito e insistente
Adormeço a dor do que sinto
Cego para inexatos clarões
Entre velas e poesias declamadas
Repetindo sempre as mesmas canções
Consolo à alma desamada
Cálices servidos, mesa intocada
Suspiros de muita ansiedade
Aguardo a notícia de sua chegada
No entanto chega apenas a saudade
A decepção bate sempre em minha porta
E o que desejo parece distante
O destino me contraria em sua rota
E me enfrenta a todo instante
Voltando ao cálice, um eu bebi, o outro derramei
As velas, o vento apagou
Do sonho finalmente acordei
E vivi o resto que sobrou