Eu me permito fluir em versos livres, e não os conduzo a uma estrutura que seja coerente em suas conexões.
Eu os deixo saltar, e ao invés de procurar estilizá-los para um determinado fim, contemplo toda sua essência tal qual se concebe.








segunda-feira, 29 de julho de 2013

INÉRCIA



O que é mais alto do que um olhar de esperança?
Tem algo mais profundo que um precipício de desilusão?
Saudade sufoca bem mais, mágoa afoga mais intensamente;
Jardins suspensos são olhos que pendem, cachoeiras são lágrimas incessantes.

Quais os caminhos que os loucos percorrem?
Onde são as armadilhas dos sãos?
Grito de peito é sirene que ecoa, testa franzida é a força que recua;
Sono profundo é medo opaco, silêncio agudo é ar respirado.

Tantas palavras, nenhuma palavra
Algum desejo, contidos os freios
Aparência rasa.

Rotas provisórias, traços medrosos
Rotas, portas, mortas
Invejosos.





VÔO



Se cartas voassem e planassem sobre tais pensamentos, diriam delírios, viveriam extraordinários personagens e romperiam a lei do silêncio memorial.